A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3733/24, do deputado Dr. Fernando Máximo (União-RO), que estende aos pais e mães com crianças de colo todos os direitos e benefícios garantidos às mulheres gestantes pela legislação vigente.
O texto beneficia pais e mães com crianças de até dois anos que dependam do transporte no colo de seus responsáveis. Com a mudança, esses cuidadores terão acesso aos mesmos direitos prioritários já garantidos às gestantes.
Entre os direitos assegurados estão o acesso prioritário a assentos em transportes públicos, o uso de vagas de estacionamento reservadas para gestantes e a prioridade em filas de atendimento em órgãos públicos, estabelecimentos comerciais e de serviços. A proposta também garante atendimento prioritário em serviços de saúde pública e privada e em programas de segurança pública que envolvam deslocamento e transporte.
Adequação de estabelecimentos
O projeto determina que estabelecimentos públicos e privados que já ofereçam atendimento prioritário às gestantes deverão adequar suas sinalizações e procedimentos internos no prazo de até 120 dias após a publicação da lei. O descumprimento da norma sujeitará o infrator a advertência, multa e outras sanções administrativas previstas na legislação vigente.
A responsabilidade pelo cuidado de uma criança nos primeiros anos de vida não se limita à figura da mãe, segundo Máximo, mas também se estende aos pais e a todos os cuidadores. "Ao conferir esses direitos tanto às mães quanto aos pais, o projeto promove a corresponsabilidade parental", afirmou.
O deputado defendeu que oferecer atendimento prioritário não é apenas uma questão de conveniência, mas uma medida de saúde pública. De acordo com Máximo, a proposta facilita o acesso rápido a serviços essenciais, promovendo um ambiente mais saudável e menos estressante para as famílias.
A relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), afirmou que a extensão desses direitos supre uma lacuna na legislação brasileira. "Trata-se de um avanço relevante na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, em que homens e mulheres compartilham as responsabilidades familiares de forma equilibrada", disse.
Próximos passos
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado e sancionado pelo presidente da República.
Câmara Comissão aprova projeto que destina renda de concurso da Loteca para combater calamidades
Câmara Comissão aprova inclusão de vítimas de desastres em programa de saúde menstrual
Câmara Comissão aprova proibição de taxa extra para aluno com dislexia ou TDAH em escola privada
Câmara Comissão aprova acesso a direitos sociais e previdenciários a mulheres da pesca artesanal
Câmara Comissão aprova projeto que prioriza mulher chefe de família em linhas de crédito da agricultura familiar
Câmara Câmara dos Deputados faz debate em São Paulo sobre aumento do limite de faturamento do MEI Mín. 20° Máx. 32°
Mín. 20° Máx. 34°
Tempo limpoMín. 21° Máx. 34°
Chuvas esparsas