Há 15 anos Antônia Maria de Souza convive com uma dor intensa e diária: “da planta do pé ao fio do cabelo”, frisa ela. Trata-se da fibromialgia. Assim como Antônia, outros sorrisenses foram diagnosticados com a síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura. E não é só dor, com a dor vem outros sintomas como o cansaço, a insônia – ou a sensação de acordar cansado para quem consegue dormir somente a base de medicamentos, além de alterações de memória e atenção, ansiedade, depressão e alterações intestinais. Para aliviar, os médicos costumam prescrever medicação e, no caso dos pacientes de Sorriso, hidroterapia ortopédica.
É com a hidroterapia ortopédica e muitos exercícios feitos sob a orientação das fisioterapeutas Cristina Micaela dos Santos Oliveira Querino e Amanda Silva dos Reis, que Antônia e outros 19 pacientes já diagnosticados com a doença encontram um pouco de alívio.
No caso de Antônia a jornada é dura: além da fibromialgia, ela precisa cuidar do esposo que está acamado, em home care. “Acaba que preciso me esforçar mais, no meu caso, a hidroterapia ajuda muito”, detalha. Duas vezes na semana, ela encontra alívio na água.
“A fibromialgia ataca o corpo todo. Geralmente, os pacientes em hidroterapia apresentam melhora na dor”, frisa Cristina. “Hoje temos 50 pacientes em hidroterapia ortopédica, 20 deles com o diagnóstico de fibromialgia”, detalha.
Cristina explica que para praticar a atividade o paciente precisa de avaliação e encaminhamento. “A entrada é na Unidade Básica de Saúde (UBS). Pacientes com esses sintomas são encaminhados para o especialista, o reumatologista, nesses casos. Confirmando o diagnóstico através dos sintomas, o paciente é encaminhado para o Renascer para a hidroterapia”, detalha.
A fisioterapeuta reforça que diante de suspeita da enfermidade, o melhor caminho é evitar a automedicação e procurar a UBS. “Lá o médico vai receitar o medicamento ideal e a hidro, caso necessário”, diz. O que não pode “é ficar em casa sentindo dor. A hidro, combinada a outras atividades físicas assistidas, proporciona inúmeros benefícios”, completa.
Fevereiro Roxo
Vale lembrar que estamos em fevereiro e uma das pautas do mês é o Fevereiro Roxo que foca na campanha de conscientização sobre a fibromialgia (e também lúpus e Alzheimer). A meta é informar, incentivar o diagnóstico precoce e combater o preconceito contra essa doença crônica. Caracterizada por dor muscular generalizada, fadiga e distúrbios do sono, a fibromialgia é tratável, mas não tem cura.
Texto: Claudia Lazarotto
Fotos: André Moraes
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